Produtora Inffinito reúne nomes como Lucy Barreto, José Wilker e Mariza Leão para debate sobre o cinema nacional
Referência no mercado cultural, a Inffinito promoveu na manhã desta segunda-feira (6) um encontro no Copacabana Palace onde reuniu alguns dos maiores representantes do setor audiovisual brasileiro. Ao longo de uma hora e meia Lucy Barreto, José Wilker, Mariza Leão, Wilson Cunha, Silvia Rabello, Bianca de Felippes, Iafra Britz e as diretoras da Inffinito, Adriana L. Dutra e Cláudia Dutra, analisaram diversos aspectos do cinema nacional no debate mediado por Paulo Sérgio Almeida. Em comum, além da experiência no meio, a colaboração para o Circuito Inffinito de Festivais, que comemora 15 anos como a maior vitrine do cinema nacional no exterior. Todos participaram como curadores ou presidentes de júris nos festivais promovidos pela Inffinito em cidades como Miami, Londres, Buenos Aires e Nova York, que recebe a primeira etapa internacional deste ano, o 9º Cine Fest Petrobras Brasil – NY, de 12 a 19 de junho, no Tribeca Cinemas.
Adriana Dutra abriu o encontro destacando as conquistas obtidas pelo Circuito Inffinito de Festivais desde o primeiro festival realizado, o 1º Brazilian Film Festival of Miami, em 1997, quando não existia nenhum evento no mundo dedicado exclusivamente ao cinema brasileiro. “Criamos um novo formato de exibição, uma data reservada para o nosso cinema no exterior”, disse Adriana. Hoje, a Inffinito continua cumprindo seu papel na difusão do produto nacional e atuando na prospecção de negócios para o país. Presidente do júri do festival de Miami em sua sétima edição, em 2003, Lucy Barreto falou sobre a imagem muitas vezes estereotipada que o público e profissionais estrangeiros têm do cinema brasileiro. “Quando o circuito exibiu O Homem do Ano (7º Brazilian Film Festival of Miami), um dos jurados americanos me disse ‘mas isso não é cinema brasileiro’. Ora, por que não é cinema brasileiro? Só porque é bem feito?”, afirmou Lucy. A produtora lembrou ainda sua primeira participação no circuito, com O Quatrilho, de Fábio Barreto, em 1997, conversou sobre a importância do Circuito Inffinito de Festivais como ponte no contato com os distribuidores internacionais – tanto pequenas quanto grandes empresas –, o que permite que cada filme encontre o melhor modelo para o seu perfil, e anunciou que O Casamento de Romeu e Julieta ganhará um remake. Outro caso de sucesso, como citou Bianca de Felippes, foi o premiado Carlota Joaquina, vendido pela primeira vez no festival de Miami.
Curadora dos festivais da Inffinito em 2010, Mariza Leão ressaltou a importância de uma exposição constante do cinema brasileiro, e não apenas de forma esporádica, fazendo uma analogia com a musculação (“não adianta malhar três meses, parar e depois voltar. Não há bomba que resolva!”). Companheiro de Mariza na curadoria do ano passado, José Wilker, que atualmente dirige e atua no longa Giovanni Improtta, destacou a necessidade de um investimento ainda maior na América Latina, onde atualmente a Inffinito promove festivais de cinema em Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai. “É de fundamental importância que a gente batalhe por uma presença maior na América Latina, onde há um público ávido pelo cinema brasileiro”, disse Wilker.
Além dos planos de conquistar mais território para o produto audiovisual brasileiro em países vizinhos, as diretoras Adriana L. Dutra e Cláudia Dutra afirmaram o interesse em incorporar a Ásia e a África ao Circuito Inffinito de Festivais nos próximos anos. Enquanto isso, a Inffinito realiza em 2011 festivais em Nova York, Miami, Londres, Montevidéu, Buenos Aires, Roma e Barcelona. A partir do dia 12 de junho, Nova York recebe o 9º Cine Fest Petrobras Brasil – NY. Ao longo de sete dias o Tribeca Cinemas exibirá 14 longas e 14 curtas-metragens – entre filmes de ficção e documentários –, da safra 2010/ 2011, inéditos em Nova York, como A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor, e Canções do Exílio: A Labareda que Lambeu Tudo, de Geneton Moraes Neto. A programação inclui ainda a pré-estreia hors concours do curta Posse da Presidenta Dilma Rousseff para convidados. Dirigido por Ricardo Stuckert – fotógrafo oficial do governo Lula –, o documentário registra a posse da primeira mulher eleita presidente do Brasil, mostrando a movimentação dos principais personagens deste momento histórico e a reação do público. O encerramento, no dia 19 (domingo), será uma grande festa aberta em um palco montado em pleno Central Park, com show da cantora Mart’nália, exibição do documentário Elza, de Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan, e entrega do Prêmio Lente de Cristal ao melhor filme escolhido por voto popular.
Mais informações no site http://www.brazilianfilmfestival.com/ny2011.html
Da Assessoria de Imprensa



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